Hoje foi um daqueles dias em que eu precisei cozinhar para mergulhar no meu passado.

Enquanto eu preparava o molho de tomate com alho, azeite e manjericão, fui revivendo lembranças da infância…

…de quando eu ajudava as minhas avós na cozinha…

Esse tipo de lembrança me emociona. Eu amo cozinhar e foi lá atrás, junto das minhas avós, que eu entrei em contato com esse meu talento. 

3 gerações…minha avó, minha filha e eu.

A nossa ancestralidade nos revela muita coisa. Muitos talentos atravessam gerações, e no polo oposto… as tragédias também…

A  repetição de posicionamentos no Mapa Astrológico de uma família, de geração em geração, é um fenômeno! 

Isso é  gritante quando se tem Mapas de pais, mães, filhos, irmãos, tios, primos etc.

Escassez, pobreza, abuso, depressão, vida amorosa desastrosa, doenças, alcoolismo, quebras financeiras, assassinatos, suicídios, violência e por aí vai…

Os mapas dão indícios de padrões que vêm se repetindo por gerações e gerações! Verdadeiras maldições!

Mantendo a família presa em uma órbita ancestral, até que alguém rompa com o ciclo… 

Esse movimento é uma coisa natural. Uma hora tem que acontecer. Tudo precisa evoluir e o Universo se encarrega disso.

A Ovelha Negra da família…

Você já se sentiu como um estranho no ninho? 

Terminar a escola, entrar para a USP, conseguir um emprego em uma multinacional, casar, ter filhos e se aposentar…

Eu achava que isso não era para mim, mas eu não sabia o que mais fazer. Eu não tinha referência.

Venho de uma típica família de imigrantes italianos de classe média…

O meu pai investiu uma boa grana para nos proporcionar estudo de qualidade em um dos mais renomados colégios Católicos da Grande São Paulo.

Meus amigos iam para a Disney nas férias e, quando faziam 18 anos, ganhavam um carro zero.

No meu primeiro dia de aula…no pré-primário, a professora chamou a minha mãe de lado para dizer que o meu comportamento “não era normal".

Alguém veio à porta para entregar fotos pessoais para a professora e eu disse: “Eu entrego para ela, pode deixar…” 

Eu abri o envelope… curiosa que sempre fui, e quando eu vi, as fotos já estavam circulando pela sala…

Foi um comportamento totalmente inocente, de uma criança de 6 anos curiosa, mas eu fui uma decepção! Meu pai se trancou no banheiro para chorar…

Segundo minha mãe…”de desgosto". Será que eu era tão estranha assim?

A minha mãe sempre era chamada para ficar depois das famigeradas reuniões de pais…

Quando eu fui pra Catequese, a professora me mandou falar com o Padre…eu fazia perguntas inapropriadas…

…do tipo: “como era possível Maria ainda ser virgem?”

O Padre: “Dogmas não são para serem questionados nem compreendidos; devem ser apenas aceitos”.

O que fazer? Eu era a única que pensava diferente. 

Minha irmã me falava: “Só faz o que eles mandam, ou pelo menos finja que faz, assim ninguém mais vai pegar no seu pé…para de querer ser do contra.”

O tempo foi passando e eu tentei me “enquadrar”…eu juro! 

Fui fazer faculdade de Administração, como o meu pai. 

Embora eu não tenha passado na USP, passei em 28º lugar na PUC-SP, graças às notas altas na prova de biologia e na redação.

Nunca ganhei os parabéns!

Eu não me sentia capaz de entregar os resultados que eles esperavam. Nunca!

Terminei a faculdade e me casei…mas não nessa ordem…

Fui morar junto com quem seria meu primeiro marido aos 23, e ele nos 40…era divertido brincar de adulta! Meu pai ficou furioso!

Logo depois me mudei para a Cidade Maravilhosa.

Mesmo tentando ser “normal”, eu continuava sendo “diferente". 

O Início do Despertar.

Você questiona o que a família sempre tratou como normal?

Rompe “lealdades invisíveis” quando sente que não compactua das mesmas ideias?

A família se incomoda porque você fala abertamente sobre o que todos preferem esconder?

Você decidiu tomar um rumo diferente na vida, mesmo pagando o preço de não “pertencer” ao seu próprio núcleo familiar?

Você está rompendo com padrões familiares repetitivos! Muito provavelmente, você está rompendo com os seus velhos valores, adquiridos na infância.

Mas você ainda não sabe o que fazer. Não sabe como ouvir a voz do seu REAL SER.

Sabe o que não quer, mas ainda não tem clareza sobre o que quer.

Você é uma folha ao vento…

Eu sabia o que eu não era, mas ainda não sabia quem eu realmente “SEMPRE FUI”.

Mesmo sendo “diferente” da minha família e pensando que eu estava mudando a direção da minha vida…eu caí em uma armadilha!

Eu mudei de cenário, mudei os personagens à minha volta e achei que estava fazendo diferente. Mas, no fundo, eu estava vivendo uma outra versão de mim mesma…

UMA PARTE QUE ESTAVA NA MINHA SOMBRA!

Mesmo que eu não estivesse dentro do mesmo paradigma…eu vivi o lado sombra. Deixei ele desabrochar.

Passei por um período sendo deslumbrada e fútil, embora glamurosa!

Até que a casa caiu!!!

Passei a viver um certo padrão de “Burguesa do Rio de Janeiro".

…Vai no cabeleireiro, no esteticista, malha o dia inteiro, pinta de artista, saca dinheiro, vai de motorista…”

“Burguesinha” - Seu Jorge

Por trás de um falso verniz de sorrisos, festas e churrascos, percebia que ninguém era feliz, nem eu…

Não havia vida com propósito. A única coisa que fez sentido na vida foi ser mãe.

Os assuntos eram só status, carros, decoração, obra, empregada, babá, casa de campo, joias, viagem pra Disney…

No fundo, todo mundo era vazio e sem propósito…

Conversas fúteis que não levavam a lugar nenhum e pessoas acomodadas em casamentos de fachada.

Mulheres buscando escapatórias em presentes caros, viagens e jóias para compensar a falta de amor e atenção…eu incluída.

Por que aceitamos esse tipo de vida? Somos condicionados a reprimir nossos desejos mais íntimos, achando que isso é o “normal".

Não é normal ser vazio como a maioria…

Toda vez que você se encontrar do lado da maioria, é hora de parar e refletir.

Meus familiares, pais e amigos da época, consideravam essas perguntas irrelevantes.

Eu continuava sendo tratada como esquisita.

É preciso sustentar uma mudança para que ela se torne definitiva!

As minhas primeiras tentativas de romper padrões foram parcialmente bem-sucedidas. Foram passos de bebê…

Mesmo sem saber, eu ainda carregava crenças, culpas e uma sombra não integrada.

Por conta disso, eu passei um verniz vagabundo na minha cara e fui bancar de “diferente”...

A Catarse

Eu precisei passar por uma catarse para acordar. A catarse me deixou apenas com o essencial para o recomeço.

Veio a grande crise! Foi quando eu quebrei financeiramente e perdi quase tudo o que eu tinha no mundo material.

Com uma mala, uma mochila e um carry-on, eu me mudei para os EUA com minha filha de 15 anos em 2015.

Arboretum - Dallas, Texas, EUA.

Foi uma verdadeira Alquimia Interior que se passou dentro de mim!

Nigredo

Alquimia - Fase Nigredo

Ninguém escapa disso! Você pode deixar essa oportunidade passar e não dar o seu salto de evolução.

Se isso acontecer, eu lamento por você.

Tem 3 cenários básicos quando se chega a uma crise desse porte:

  1. Empurrar a vida com a barriga - Passar por perrengues, até por coisas que podem levar às últimas consequências e depois que a tempestade baixa, volta para a mesmice e ainda piora…

  2. Encarar as consequências de suas escolhas - Passar pela crise de forma intensa e “sofrida”, mas conseguir fazer grandes mudanças.

  3. Evitar a grande crise - Saber que existem determinadas “tendências". Foca no trabalho espiritual e passa por uma crise amena, mas “não precisa ser sofrido".

Pois eu te prometo que é totalmente possível conseguir executar o cenário 3! Você vai vai saber quando sair da sua zona de conforto ANTES que a porca torça o rabo!

Quando a crise chegar, muito antes disso, você já buscou as soluções para as coisas que não estão indo bem.

Você vai estar desperto e não em em estado de dormência e empurrando a vida com a barriga.

Os eventos externos nada mais são do que problemas enterrados no seu subconsciente

Jung chama isso de “Processo de Individuação".

Nada exerce efeito psíquico mais forte sobre os filhos do que a vida que os pais não viveram.”

O espírito na arte e na ciência, Obras Completas, vol. 15, §4” - Carl Gustav Jung

Aquele evento externo a você que abala suas estruturas internas e faz você começar uma revisão da sua vida.

Essa fase é conhecida como Nigredo na Alquimia.

Quem já não passou por situações desesperadoras na vida?

O desemprego, a traição, o divórcio, a falta de dinheiro, a falência, a doença, a morte de alguém importante na sua vida.

São todos acontecimentos que nos desestabilizam, nos deixam sem chão e às vezes perdidos. 

Pode até ser algo “menor”, como uma briga com seu vizinho. Mas se isso mexe com você de uma forma profunda, olhe para a sua sombra!

Esses eventos te obrigam a olhar para a vida de outra forma se você estiver preparado.

O acontecimento externo está relacionado à necessidade de uma mudança interna e profunda.

Quando uma situação interior não se torna consciente, ela acontece exteriormente, como destino.”

Aion, Obras Completas, vol. 9/2, §126.” - Carl Gustav Jung

Algo vai queimar e se transformar em cinzas - Nigredo.

Essa é a primeira fase da Alquimia Espiritual para que você passe para a próxima etapa de evolução na sua vida.

É totalmente possível, para um Astrólogo, prever esses momentos de crise na vida.

O que não é possível é um Astrólogo prever seu futuro sem saber de absolutamente tudo! Até aquilo que nem mesmo você sabe.

O mais interessante é que é totalmente possível se autoconhecer, usando a Astrologia para ser proativo e evitar que maiores crises ocorram drasticamente na sua vida.

Eu não posso te prometer que crises já “programadas” para acontecer sejam possíveis de se evitar.

Mas eu te garanto que tem casos onde é possível evitar e outros casos onde é possível amenizar.

Eu literalmente coloquei em prática tudo o que eu acreditava que eram peças de um quebra-cabeça que eu montei ao longo dos anos.

Sempre teve uma parte de mim que estava me chamando para o despertar. Essa parte de mim só cresce!

Eu quero te chamar para vir comigo!

Um convite

Esta Newsletter se propõe a tratar de Astrologia e Espiritualidade — e muito mais.

O momento é agora: precisamos de mais almas com a mente expandida para elevar a vibração do nosso planeta. Precisamos assumir nosso lugar como filhos, feitos à imagem e semelhança do Criador.

Aqui a minha jornada se encontra com a sua — e eu te convido a caminharmos juntos.

Assim na Terra como no Céu...”

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